Quarta-Feira: Stress e LençóisAcordei com um estresse típico de Julia. Não queria falar, conversar, olhar ou mesmo estar junto de alguém. Sentei no meio do ônibus que nos buscara em casa, peguei meu livro e fiquei ali, relaxado, até um francês fedorento sentar do meu lado. Sério, 7:30 da manhã e o maluco já fedia à cigarro. De noite, deveria ser insuportável. Falando em franceses, haviam muitos nessa viagem.
Na estrada, o ônibus para. Engarrafamento. Delícia, né. Eu, já pouco estressado, teria que aguentar mais fedor do francês, já que ele estava lá fora fumando.
Uma hora depois, começamos a trafegar. Mais a frente era possível ver a causa do engarrafamento, uma batida de carro, onde não dava para ver a frente de um dos carros.
Alguns cochilos depois, chegamos à Pousada do Rio. Eram 14:00. A Toyota pra levarmos aos Lençóis chegaria às 14:30, ou seja, sem tempo para almoço ou qualquer coisa. Compramos apenas hambúrgueres.
Saímos ainda comendo na caminhonete, atravessamos o rio Preguiça de barca e seguimos por uma estrada de areia que fazia o carro dançar durante toda a viagem. Chegando até uma bandeira vermelha, chegamos ao nosso destino: Parque dos Lençóis Maranhenses.
Após subir o primeiro monte de areia, onde estava a tal bandeira. Andando 1,5km adentro, chegamos a uma das lagoas permanente, a Lagoa dos Peixes. Encantado com a beleza da paisagem branca, tirei a roupa e caí na água em meio à areia. Depois voltamos, brincando com a areia e o vento. Chegamos, nos banhamos e a fome era negra, fomos jantar. Chegando no centro de Barreirinhas, não tinha porra nenhuma de restaurante, pelo menos não a nossa vista. Nos informamos e nos encaminharam ao restaurante mais caro da cidade. Mas tanto o local e a comida era excelente.
Na hora da volta, mas estresse. Meu avô, cabeça-dura como sempre, insistia que era pra direita, mas não, era pra esquerda, eu tinha certeza. E estava certo. Perguntamos, viramos pra esquerda, chegamos e dormimos.
Quinta-Feira: CaburéNão, não fui a um cabaré ou qualquer coisa. Caburé é uma cidade onde em um lado passa o Rio Preguiça, do outro o Oceano Atlântico e onde em algum momento o rio e o mar se encontram. A viagem seguia pelo Rio Preguiça e passaria por alguns lugares antes. Primeira parada foi em Vassouras, nos pequenos lençóis.
Logo que cheguei, avistei alguns periquitos nas mãos de pessoas e fui pegar um também. Peguei, feliz e o coloquei no toco de novo. Depois tentei pegá-lo de novo, levei uma bicada daquele infeliz, chegou a cortar meu dedo.
Andei mais um pouco e haviam macacos brincando com as pessoas. Chegando próximo consegui ver com bastante clareza os macacos tentando roubar as frutas dos turistas – que a propósito, cada banana custava R$ 1,00. Dei uma volta pelos pequenos lençóis e voltei. Fomos alugar skibundas. Alugamos dois para nos divertirmos, eu e meu primo. Subimos um dos primeiros montes, já que era quase hora de ir embora, e decidi descer primeiro. Na moral, é muito maneiro, cara! Muito, muito rápido também, quase impossível de frear. No final, rolei duas vezes e levantei, satisfeito.
Agora era vez de meu primo, que já descera gritando, mas não de emoção, de medo mesmo. Na descida até fora parecido comigo, mas quando chegara a hora de rolar, ele rolou uma vez para o lado e outra para frente. DE CARA NA AREIA! Comecei a rir descontroladamente quando ele, com a cara completamente suja de areia, cuspia areia.
Voltamos para o quiosque, vimos nosso guia brincando de briga com um macaco. Bebi algo e voltamos ao Rio Preguiça em direção à Caburé.
Fomos um pouco mais adiante, onde havia o Farol Preguiça. 160 degraus em 8 andares. Além de cansado, você fica tonto, mas quando chega ao topo, a vista recompensa todo o esforço.
Descemos, voltamos pro barco e voltamos um pouco, até chegar a Caburé. Chegamos, entramos em um restaurante cujo telhado apenas tinha folhas de uma palmeira típica da região. Pedimos, comemos e fui dar uma andada pelo local. Nada de especial acontecera até aparecer um rapaz todo ensanguentado. Tinha alugado um quadricíclo e, em uma descida, soltara o guidão e batia de nariz no mesmo. O melado escorreu nele todo.
Nada de mais aconteceu, apenas coisas naturais, deu 15:00 e partimos.
Chegando à pousada, tomamos banho e esperamos nosso ônibus. Escolhi o assento e fui, pra mais algumas horas de leitura e sono. Consegui acabar com um livro como o esperado, em uma semana de viagem.
Chegamos a São Luis por volta das 22.
Sexta-Feira:Nada de especial ocorrera, apenas aumentava a ansiedade de voltar para casa, aumentando meu nível de estresse.
Sábado: Aniversário de meu avôPara comemorar, fomos a um restaurante em Raposa, fiquei no balanço com a Malu quase a manhã inteira. O almoço chegou e comemos.
Logo após o almoço, a Drika quis jogar um pouco no DS do Igor. Colocaram logo Mario Kart. Quando percebo, havia um rastro preto abaixo de seu olho. Eram lágrimas misturadas à maquiagem. Instintivamente e influenciado pelo Cabeção, peguei a câmera e coloquei em posição. Comecei a filmar, claro, para garantir alguns momentos de risadas no filme.
Após, fomos ao centro de Raposo, onde pensei que uma Medusa fosse um brinquedo, pelas cores exuberantes que ela exibe.
Voltamos pra casa, recebemos visitas e fizemos uma festa surpresa para meu avô, onde o velhinho ficou todo contente.