quinta-feira, 25 de março de 2010

Showpana do Rock (21/03/10)

Começo a achar que todo dia 21 vamos tocar na Showpana, cara :|
Brinks, nem todo dia 21 cai num domingo. Infelizmente. Podia ser de lei, né?! Por mais que seja quente, pequeno e apertado, adoro tocar naquele lugar.
Fui com mamãe, cheguei cedo. Aliás, na hora marcada, 17. Não tinha nada. Nem ninguém :|
Peguei meu livrinho e fui ler. Sidney chega, depois Maxi, Danilo e Deluan. Papo vai, papo vem e nada do evento começar.
Monta, espera, monta espera e a primeira banda começou o show. Tirando a altura do baixo, não tenho do que reclamar.
No final de contas, começamos a tocar às 21:00, com o seguinte SetList:

Memories
À Sua Maneira (Capital Inicial)
Lie
Anna Julia (Los Hermanos)
Cicatriz (RHCP)
Wake Up / Chord (não decidimos o correto -n)
You Fall in the Game
Fear

Não lembro se foi em Mentira ou em Anna Julia, sei que tirei a camisa e fiquei com os mamilos à vista.
Alguns errinhos básicos, resultado de um show sem ensaio, mas de resto, ocorreu tudo bem. Bangu sempre participando bastante de nossos shows, sempre presente. Não é à toa que adoro tocar naquele lugar.
Agora, só aguardo dia 18 pra estréia do Espaço Invasão Underground em Inhaúma. Se tudo ocorrer como previsto, vai ser maravilhoso!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Orkontro NS (20/03/10)

Orkontro sempre é uma coisa divertida. Quando dá merda então, é melhor ainda. E um conselho, se não tem pra onde ir ou não tem dinheiro, é a melhor opção.
Cheguei e procurava por amigos. Não são muitos, é difícil encontrá-los. Duas voltas depois, achei a Mel. Tudo ótimo, beijinhos pra todos os lados e ficamos andando. Algum tempo encontro a Pankeka, fui agarrar aquela puta e quando olho pra trás, Mel sumiu ;|. Rodei com a Pan por lá e encontrei o Junior e Jéssica e, fiquei alternando entre grupos de amigos frequentemente. Em uma hora, com Mel e seus amigos que deveriam beber leite, começa uma correria. Um monte de gente correndo, com paus na mão, aparentemente sem sentido. Me afastei da multidão e ri sozinho do desespero alheio
Passada a correria, voltei a caminhar, andei, conversei e achei o Junior bebendo alguma cachaça ruim, alguma coisa 90, aquilo é etílico com água, juro. Cheguei pra mostrar minhas habilidades e ensinei todos o truque de todo bom bebedor.
A conversa continua e, mais uma vez, os punks correm com madeiras levantadas para cima. Outra correria, outra diversão e no meio do caminho, tenho a infeliz ideia de esbarrar em 2 meninos que se mostrariam muito chatos.
Chegaram me segurando, perguntando nome, não sei mais o quê. Como já é de praxe, já disse que era hétero. Riram, dizendo que não era isso e falaram pra eu pedir desculpas. Como não sabia o porquê, não o fiz. Depois me disseram que havia esbarrado neles. Juro que o foda-se quase saiu da minha boca. Já tinha me perdido dos meus amigos. Nesse infeliz momento, a Camilla me liga. Não tinha hora pior pra ela me ligar. Os pivetes gritaram desesperadamente, impossibilitando de ouvir e de ser ouvido.
Consegui me livrar dos moleques, achei os amigos e outra correria. Punks outra vez? Não, dessa vez era a polícia. A correria foi ainda maior. Lindo. Mas desta vez teve um problema, Jéssica sumiu.
Como não sou fichado, estava limpo e tranquilo, estufei o peito e percorri o perímetro procurando-a. Sem sucesso. Pra piorar a situação, me perdi do resto do grupo também. Puta merda.
Voltei tudo, encontrei outros amigos, depois, de longe, os avistei. E estavam todos lá, inclusive Jéssica.
Tudo certo, vamos embora. Mas todos ficaram com medo de ir pelo caminho mais curto, porque a polícia ali estava. Então demos a volta na porra do shopping! FFFUUU!
Neste trajeto, encontro os meninos que estavam com aquela aguardente pior do que pimenta com raiz forte. Diziam eles Harry Potter bebe pra caralho! HARRY POTTER DE CU É ROLA, MEU CARO!
No ponto, aguardando pacientemente o 624, surge um taxi e a Jéssica diz:
- Bem que podia ser meu pai, né?! É MEU PAI, VEM, VEM, VEM!
Ou seja, arrumei uma bela carona até Madureira, o que me poupou muito tempo de viagem :]

terça-feira, 9 de março de 2010

Invasão Underground em Irajá (06/03/10)

Acordei com um estresse incrível. Qualquer coisa era capaz de me irritar. Até mesmo acordar tinha me deixado puto. Agitação pré-show, talvez.
Cheguei em Irajá por volta das 14h, uma hora antes do evento começar, com um sol típico carioca. Meu pai não ia poder me levar mais tarde porque tinha compromisso. Ajudei a montar a bateria e o som, continuei aguardando. O pessoal da PS.: Nova se apresentaram a mim, outra banda tinha chegado, não me recordo qual. Maxi, Deluan e Dan chegaram. Vício 5 quase completa. Isso era umas 15:30 e o evento não tinha começado.
A primeira banda tocou por volta das 17:00, seríamos a quarta. Não chovia quando começaram, então o público ficou espalhado, um pouco distante do palco até. Mas, por pura ironia do destino, a chuva começou e todos foram pra perto do palco, onde era coberto. Então, no caso, a chuva foi um excelente aliado. Quando mais próximo, mais calor você sente do público.
A segunda banda foi a Creep, a da Ana. Fiquei com o Militão e o Alex curtindo o show. Depois de um berro no ouvido o Militão, me senti feliz e não gritei mais.
Ps.: Nova entrou no palco, se apresentaram, uma excelente apresentação, por sinal. Terminaram e era nossa vez.
Subimos com o palco totalmente molhado. Saco plástico em baixo dos pedais pra não entrar em contato com água. E nada de pulo ou acontece igual ao rapaz do NxZero. O show corre muito, muito bem. Esboço risadas e erro quando vejo pessoas aleatórias gritarem MENTIRA! na música. O show foi lindo.
Fiquei lá zoando um pouco, Sidney enchendo o meu saco com internas... E fui embora.
Vi a triste Avenida Brasil parada no sentido Centro, altos bolsões d'água, milhões de carros enguiçados na pista da direita. Engarrafamento em Deodoro, na Vila Militar e, finalmente, cheguei em casa. :B

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Showpana do Rock (21/02/10)

Rio de Janeiro, domingão, solzão e rock em Bangu. O dia já começou tenso, porque não fazia ideia de onde o Danilo morava. Com coragem me arrumei pra ir. Com sorte minha mãe me levou de carro. Chegando no Motel que ficava próximo, liguei pro Maxi e o esperei. Ele foi de saia e bicicletinha, uma mão no guidão, outra tampando a calcinha. Fomos até a casa do Maxi, tudo certo.
17h, o jogo do Vasco começa e temos que correr pra Showpana, isso com guitarra, baixo e bateria. Felizmente o pai do Maxi nos deu uma carona até lá, o que facilitou em muito. Quando estávamos no carro, olhando para direita, avistamos Danilo e Deluan (não é dupla sertaneja) vindo. Tarde demais, prosseguimos. Num súbito surto de memória, Maxi saiu do carro pra buscar o banco e o pedal da bateria. Mas prossegui viagem assim mesmo.

Chegando à Showpana, descarreguei o carro e o pai do Maxi se foi, me deixando do outro lado da rua com baixo, guitarra, duas mochilas e bateria. Fiz um esforço, coloquei as 2 mochilas nas costas, o baixo de um lado, a guitarra do outro, pratos numa mão e estantes na outra. Felizmente alguma alma bondosa ofereceu ajuda e tudo ficou mais fácil.
Me apresentei ao pessoal que estava lá, fiquei acompanhando o início da final da Taça Guanabara e até então, tudo certo. Sidney chegou pra me fazer companhia e logo depois todos chegaram. Banda Aéreo começou a tocar, terminou e ninguém que tínhamos convidado havia chegado. Falamos com o produtor, ele disse que íamos tocar só 18:10.

Fim do primeiro tempo, Vasco zero, Botafogo zero. O show e o segundo tempo começaram juntos, a maioria das pessoas já estavam no local. Na primeira música, Medo, o Tiago Pepper chega pra completar a festa. O show continuara, simplesmente perfeito, quando ouço um alvoroço perto da TV. Botafogo fizera seu primeiro gol. Não me abalei: Vasco é o time da virada, vasco é o time do amor.
O show prosseguiu e Ana Julia foi espetacular. Não há nada melhor do que sentir o calor do público cantando a música. E o público estava bastante animado.
Mais um alvoroço próximo à TV, eu já confiante, gol do Vasco, imagino. Pergunto ao Pepper, Botafogo 2x0. Esquecendo o jogo, o dia foi excepcional, com um público que até roda punk fez na última música.
Após desmontar tudo, ficamos lá ainda curtindo o local e conversando. Corremos pra dentro quando a Alard tocou Like a Stone, Audioslave. Quando terminaram, lá fora elogiaram nossa banda, ainda disseram Harry Potter toca pra caralho. Esse apelido de Harry Potter tá começando a me incomodar, foi a segunda vez em um único fim de semana que me chamam disso. Preocupante.
De fim, apenas fizemos força pra levar tudo pra casa, parando pra comer antes, pois a fome era negra.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

LAPA danarachada (19/02/10)

- Partiu Lapa na sexta, galera? - Alguém disse durante a semana. Os que disseram sim, foram.

Renan e Ju vieram pra Marechal Hermes pra irmos todos juntos. Entramos e começou o momento de oração antes de passar pelas favelas até chegar à Brasil.

Em algum momento, Julia decide me desdenhar sem mais, nem menos. Sem eu ao menos pedir, ameaçar ou pensar nisso. Sorte que eu não queria nada. Ou ia perturbar o resto da noite.

Depois de uma longa viagem, chegamos à Lapa. Um inferno de gente. Maravilha, um bloco.

Mas onde estava a nossa guia, Milla? Não tinha chegado. Ficamos sentados, esperando, esperando, esperando... Até que o celular toca, um cheguei nos avisa que a diversão tinha começado. Pelo menos pra mim.

Fomos ao bar da Tia da Milla nos preparar. Esperamos mais amigos da Milla na escadaria, quando vem um vendedor com tequila. Havia começado. Mas tudo bem, uma dose não mata ninguém. O tal amigo chegou e voltamos ao bar. Deixei minha mochila, pegando apenas identidade, dinheiro e a garrafa de Contini. O Contini não teve muito tempo, não durou ao menos 10 minutos.

- ZUUUUUUUU! - Uma voz aguda soava bem próxima ao ouvido da Julia. Era eu começando a querer perturbar a Julia.

Depois de andar, dançar e rir do Rê dançando Rebolation, fomos ao depósito abastecer. Milla me aparece com uma garrafa de Montilla. Maravilha. Mas ainda faltava o principal. A Coca-Cola. Depois de algum tempo de espera e conversa surge alguém com uma garrafa de 2L. Salvação.
Fomos pra escadaria mais uma vez, conheci outras pessoas, uma pernambucana com sotaque de espanhola e sua amiga alagoana com sotaque paulista.
Em algum determinado momento eu e Milla começamos a falar em inglês, sem motivo algum. Simplesmente começamos o embromation e chegamos até a discutir. Eu devia uma discussão a ela e dei em inglês, olha que chique!
Ainda me lembro de ter ensinado à Wanessa a beber sem sentir a queimação.
- Nossa, não vou ficar bêbada! - exclamou Wanessa.
- Sonha, - disse após uma bela gargalhada - não queima, mas não inibe seu organismo de ingerir álcool, meu amor.
Continuamos ali conversando, derramei Coca na escada e o Renan até hoje insiste que foi nele. Mas eu não tava bêbado.

ainda

Saímos da escada, fomos até o gramado, onde tudo começou a ficar muito confuso pra mim. Lembro de sair andando com um amigo da Milla atrás de mulher, nada. Lembro de ter ido ao banheiro várias vezes. Mas eu ainda lembro. Tudo começou a ficar mais estranhos quando cenas apavorantes de uma velha fobia surgira na minha frente. A partir daí, nada mais fez sentido. Renan e Julia me puxando, me arrastando pro ponto de ônibus. Já eram umas 5 da manhã.

Chegando no ponto, mais vontade de urinar. Saio andando em direção ao banheiro, perto de onde tudo começou a ficar confuso. Fiquei impressionado por não ter me perdido, mas consegui ir e voltar tranquilamente.
Voltei, quando entrei no ônibus, simplesmente dormi. Encostei a cabeça e dormi. Quando percebi, estávamos no Méier. Descemos e fiquei a esperar o outro ônibus, chegou e continuei ali estático.
- VAI, CARA. TEU ÔNIBUS, CORRE! - Renan gritava pra mim.
E o fiz, fui até o ônibus sem risco de me perder, já que o ponto final era Marechal Hermes. Mesmo assim, às vezes eu olhava e pensava já ter passado de MH.

Finalmente, estava em casa. Mas, cadê a chave? Tinha ficado na mochila, onde encontra-se até hoje, na casa da Milla.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Paraencontro e Show da Vício 5 (07/02/09)

Domingão, solzão e tenho que ir pra Barra da Tijuca com o baixo de uns 12kg nas costas.

Entrei no ônibus, tirei a camisa e fui pegando um bronzeado no caminho, pegando a marca da janela do ônibus.

Chego no shopping no local marcado e a surpresa: ninguém. Ótimo, penso. Fico ali um pouco sentado, segurando o baixo e chega o Renan.

Antes mesmo de sair de casa, ele me ligara:
- Fosa, tu vai sair de casa agora?
- Cara, acabei de almoçar, vou terminar de me arrumar e saio, por quê?!
- Acabou a luz aqui em casa, tá um calor desgraçado, vou ficar em casa não.
- Ah, então vamos, cara. Termino de me arrumar rápido.
- Beleza, beijo.

Depois de algum tempo juntos, absolutamente ninguém apareceu por lá. Fomos até a praça de alimentação e ele comprou. Enquanto ele comia, fui dar uma verificada pra ver se aparecia alguém... nada.

Quando estávamos prestes a perder toda a esperança, chegam Jenny, Andreza com 2 amigos. Maravilha, não estávamos sozinhos! Logo em seguida Ju chega. Já eram quase 15h e eu tinha que ir pro Cittá América pro sorteio da ordem das bandas, mas lembrei que tinha que comprar uma toalha de rosto pra me secar durante o show. Do nada, aparece o Rô fazendo surpresa! Fomos até as Americanas pra comprar a linda toalhinha. Comprei, junto uma coca, porque o calor tava matando. Mesmo dentro do shopping.

Saindo de lá, tudo pronto, vamos embora, pessoal, tenho que correr pro Cittá América, disse. De repente, o celular do Rê toca, era o Pepper dizendo que estava no Barra Shopping. Esperamos ele chegar e, agora sim, vamos embora.

Ainda não. O celular do Pê toca e outra surpresa: Léo também estava no shopping. Aguardamos mais um pouco até a vinda deste, que causara risos.

Do segundo andar, ele acena, mas ninguém vê. Um senhor, sentado, avisa ao Renan:
- Aquela moça ali tá te chamando. - Ele falou isso apontando pro Léo. Como disse, ele nos provocara risadas incríveis.

Pronto, agora sim podíamos ir. E fomos todos, à exceção de Jenny, Andreza e seus 3 amigos, sim, mais um surgiu num momento da história que perdi.

Saímos, Rô foi embora, porque tinha compromisso marcado, pegamos o ônibus, tudo certo. Chegando no Cittá América e ao Vittorio's eu vi a merda que ia ser. Um local aberto, sem uma corrente de ar. Maravilha, ironizei.

Falei com os produtores do evento, seríamos a segunda banda, perfeito!

Pepp, Rê e Ju foram procurar algo pra comer. Paulinha me liga, fui buscá-la na entrada, deixando tudo com todos lá no bar. Antes de descer as escadas, vejo as 3 moças sentadas num banquinho curtindo uma brisa refrescante. Desci, busquei a Paulão e quando volto, estão todos ali sentados, junto aos outros 3. Foram expulsos do Bar. Quando eu olho pra lá, tamparam a passagem com um simples pano :|

Jenny, Dedessa e seus amigos chegaram, pessoal da banda também tudo certo, todos os preparativos, tudo mais e o evento começa. A primeira banda toca, estragando algumas músicas famosas.

Saíram do palco e era nossa vez. Arrumamos tudo e o show começou. Durante a apresentação só aconteceram coisas boas. O público aplaudiu bastante no final de Scar Tissue. Até um senhor me perguntou o nome da banda, com um certo tom de interesse.

O Show acabou, saímos satisfeitos do palco. Tiramos fotos com cara de morto e logo em seguida os meninos da banda tiveram que ir por causa da van que haviam alugado. Léo, Jenny, Andreza e seus amigos também tinham ido, então, eu, Ju, Rê, Ti e Paulão fomos comer pizza. Uma deliciosa pizza de calabresa daquela pizzaria.

O pai da Paula chegou e logo em seguidas também fomos. Deixamos a Ju dentro da van pra ela voltar feliz pra casa e pegamos o 755 - Cascadura.

Um detalhe importante que devo avisar, o Bloco da Barra tinha acabado momentos antes, então a quantidade de piranhas e favelados aumentara significativamente na rua. Pegamos um dos ônibus mais vazios, onde já não tinha lugar pra sentar e, pra piorar de vez a volta pra casa, começam intermináveis batuques na lataria do ônibus com cantorias infelizes.

Com a ligeira sensação de não poder piorar, infelizmente descubro que era mentira, piorou. Engarrafamento na Ayrton Senna. Levamos muito, muito tempo até chegar na Cidade De Deus, onde, instantaneamente o ônibus esvaziou. Acabando com a infeliz cantoria que nos incomodara bastante.

Mais algum tempo morgando no ônibus e chegamos a Cascadura. Deixamos o Renan no ponto de ônibus errado e eu e Pepper viemos pra casa. Chegando, ficamos até 15 pra 1 da manhã na piscina depois dormimos. Separados, claro.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

MARANHÃO PT. 5

Domingo: Wang Park

Chegamos nos assumindo como brasileiros: subornamos um segurança. Mas foi um ato de corrupção passiva, já que ele ofereceu entrada menos complicada.

Já era relativamente tarde para praticar a pesca, 10:00, tudo que consegui até umas 11:30 foi perder isca e uns arranhados que só percebi de noite.

Mas aconteceu. Uns puxões, um pouco de força e vejo, bem ali, à minha frente. Com 2 palmos de comprimento, a maior planta aquática pescada do dia. Única coisa que pegamos. Um prato e tanto pra quem curte frutos do mar vegetariano.

Cansados de colocar camarão de molho, paramos de pescar e fomos almoçar. Depois de matar a saudade de um self-service, tirei uma leve cesta, como dizem no estado.

Almoçado e descansado, fui testar o pedalinho do local. Uma cena muito linda, três homens dentro de um pato flutuante, onde o controle do leme era um cano. Nada mais sugestivo. Pedalei até cansar e subi na torre pra pegar uma imagem aérea do parque. Uma torre de quatro andares, com total arquitetura chinesa, um prédio bonito. Cheguei cansado ao final, mas a vista completa do parque era compensadora.

Desci e caí na piscina, ignorando a lotação e contágio de feiúra – OH POVO FEIO! – mergulhei de cabeça e até deslizei pelo escorregador. Velhos tempos de infância. Maluzinha quis ir pra piscina também, fiquei segurando-a por um tempo.

O fim do dia se aproximava, mas antes do sol se por, fomos a São José de Ribamar, uma das quatro das cidades da ilha. Fomos até o cais, demos uma volta pela praça da cidade (acredito que seja a única) e voltamos.


Terça-Feira: Hamburgão.

Vou poupá-los da segunda, já que não acontecera nada de mais.

Passando direto para terça, especificamente para noite, onde fomos comer um hambúrguer que deixaria o Big Tasty com inveja.

Semanas antes, tinha apostado com meu primo que ele não conseguiria comer tudo, mas desisti da aposta porque não queria tirar dinheiro da criança. E ele comeu quase tudo, ele é um poço sem fundo.

Saímos da lanchonete e fomos ao mercado, eu precisava comprar meus vícios. Eu e meu tio fomos, deixando os outros no carro. Rápido, pegamos o que queríamos e pagamos. Ao voltar, as portas do carro estavam trancadas, já que com o tempo o carro se tranca, mas nos despreocupamos, já que todos ainda estavam dentro do carro. Meio tio batera no vidro e Igor levara um certo tempo para abrir a porta. Ao abrir, meu tio simplesmente pergunta: “Seus pais não te dão muito esporro não?!”. Foi tudo que ele precisava dizer pra chamá-lo de lerdo! HAHAHA

Depois, apenas esperei até a hora do vôo (2 da manhã D:) e voltei, feliz, para casa.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

MARANHÃO PT. 4

Quarta-Feira: Stress e Lençóis

Acordei com um estresse típico de Julia. Não queria falar, conversar, olhar ou mesmo estar junto de alguém. Sentei no meio do ônibus que nos buscara em casa, peguei meu livro e fiquei ali, relaxado, até um francês fedorento sentar do meu lado. Sério, 7:30 da manhã e o maluco já fedia à cigarro. De noite, deveria ser insuportável. Falando em franceses, haviam muitos nessa viagem.

Na estrada, o ônibus para. Engarrafamento. Delícia, né. Eu, já pouco estressado, teria que aguentar mais fedor do francês, já que ele estava lá fora fumando.

Uma hora depois, começamos a trafegar. Mais a frente era possível ver a causa do engarrafamento, uma batida de carro, onde não dava para ver a frente de um dos carros.
Alguns cochilos depois, chegamos à Pousada do Rio. Eram 14:00. A Toyota pra levarmos aos Lençóis chegaria às 14:30, ou seja, sem tempo para almoço ou qualquer coisa. Compramos apenas hambúrgueres.

Saímos ainda comendo na caminhonete, atravessamos o rio Preguiça de barca e seguimos por uma estrada de areia que fazia o carro dançar durante toda a viagem. Chegando até uma bandeira vermelha, chegamos ao nosso destino: Parque dos Lençóis Maranhenses.

Após subir o primeiro monte de areia, onde estava a tal bandeira. Andando 1,5km adentro, chegamos a uma das lagoas permanente, a Lagoa dos Peixes. Encantado com a beleza da paisagem branca, tirei a roupa e caí na água em meio à areia. Depois voltamos, brincando com a areia e o vento. Chegamos, nos banhamos e a fome era negra, fomos jantar. Chegando no centro de Barreirinhas, não tinha porra nenhuma de restaurante, pelo menos não a nossa vista. Nos informamos e nos encaminharam ao restaurante mais caro da cidade. Mas tanto o local e a comida era excelente.

Na hora da volta, mas estresse. Meu avô, cabeça-dura como sempre, insistia que era pra direita, mas não, era pra esquerda, eu tinha certeza. E estava certo. Perguntamos, viramos pra esquerda, chegamos e dormimos.

Quinta-Feira: Caburé

Não, não fui a um cabaré ou qualquer coisa. Caburé é uma cidade onde em um lado passa o Rio Preguiça, do outro o Oceano Atlântico e onde em algum momento o rio e o mar se encontram. A viagem seguia pelo Rio Preguiça e passaria por alguns lugares antes. Primeira parada foi em Vassouras, nos pequenos lençóis.

Logo que cheguei, avistei alguns periquitos nas mãos de pessoas e fui pegar um também. Peguei, feliz e o coloquei no toco de novo. Depois tentei pegá-lo de novo, levei uma bicada daquele infeliz, chegou a cortar meu dedo.

Andei mais um pouco e haviam macacos brincando com as pessoas. Chegando próximo consegui ver com bastante clareza os macacos tentando roubar as frutas dos turistas – que a propósito, cada banana custava R$ 1,00. Dei uma volta pelos pequenos lençóis e voltei. Fomos alugar skibundas. Alugamos dois para nos divertirmos, eu e meu primo. Subimos um dos primeiros montes, já que era quase hora de ir embora, e decidi descer primeiro. Na moral, é muito maneiro, cara! Muito, muito rápido também, quase impossível de frear. No final, rolei duas vezes e levantei, satisfeito.

Agora era vez de meu primo, que já descera gritando, mas não de emoção, de medo mesmo. Na descida até fora parecido comigo, mas quando chegara a hora de rolar, ele rolou uma vez para o lado e outra para frente. DE CARA NA AREIA! Comecei a rir descontroladamente quando ele, com a cara completamente suja de areia, cuspia areia.
Voltamos para o quiosque, vimos nosso guia brincando de briga com um macaco. Bebi algo e voltamos ao Rio Preguiça em direção à Caburé.

Fomos um pouco mais adiante, onde havia o Farol Preguiça. 160 degraus em 8 andares. Além de cansado, você fica tonto, mas quando chega ao topo, a vista recompensa todo o esforço.
Descemos, voltamos pro barco e voltamos um pouco, até chegar a Caburé. Chegamos, entramos em um restaurante cujo telhado apenas tinha folhas de uma palmeira típica da região. Pedimos, comemos e fui dar uma andada pelo local. Nada de especial acontecera até aparecer um rapaz todo ensanguentado. Tinha alugado um quadricíclo e, em uma descida, soltara o guidão e batia de nariz no mesmo. O melado escorreu nele todo.

Nada de mais aconteceu, apenas coisas naturais, deu 15:00 e partimos.
Chegando à pousada, tomamos banho e esperamos nosso ônibus. Escolhi o assento e fui, pra mais algumas horas de leitura e sono. Consegui acabar com um livro como o esperado, em uma semana de viagem.

Chegamos a São Luis por volta das 22.

Sexta-Feira:

Nada de especial ocorrera, apenas aumentava a ansiedade de voltar para casa, aumentando meu nível de estresse.

Sábado: Aniversário de meu avô

Para comemorar, fomos a um restaurante em Raposa, fiquei no balanço com a Malu quase a manhã inteira. O almoço chegou e comemos.

Logo após o almoço, a Drika quis jogar um pouco no DS do Igor. Colocaram logo Mario Kart. Quando percebo, havia um rastro preto abaixo de seu olho. Eram lágrimas misturadas à maquiagem. Instintivamente e influenciado pelo Cabeção, peguei a câmera e coloquei em posição. Comecei a filmar, claro, para garantir alguns momentos de risadas no filme.

Após, fomos ao centro de Raposo, onde pensei que uma Medusa fosse um brinquedo, pelas cores exuberantes que ela exibe.

Voltamos pra casa, recebemos visitas e fizemos uma festa surpresa para meu avô, onde o velhinho ficou todo contente.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

MARANHÃO PT. 3

Sábado:

Acordei e fiquei na espreita, esperando tentarem fazer alguma coisa comigo. E tentaram. Mas quebraram a cara, já tinha acordado. Meu primo insistira brigar comigo. Mesmo com extrema dor nos pés devido ao futebol do dia anterior, dei dois chutes, agarrei, joguei pro chão, apliquei uma mão de vaca. Só faltou o menino chorar.

Descemos para tomar café e nada de importante aconteceu, assistimos mais House, almoçamos, jogamos e voltamos pra casa de meu tio.

À noite, fomos à casa de uma tia avó e depois à dos pais da minha tia para buscar o Gabriel. Mas ele não veio, já que ele ia pescar no dia seguinte, onde não pegou algum peixe.

Domingo: Praia do Meio, Shopping

Chegamos à praia cedo, pegando a maré ainda alta. Não era necessário andar muito pra poder mergulhar. Um lugar interessante, a não ser pela música. Tecnobrega e Forró aqui imperam, cheguei a ouvir Blush Blush de Stefhany tocando em um carro. Com um vento forte, é um prato e tanto para a prática de SkySurf.

Saímos da praia pra casa, almoçamos e fomos ao shopping. Shopping estranho, garanto. Além de pequeno, no domingo poucas lojas abrem. Só havia movimento na praça de alimentação. Haviam algumas mulheres bonitas, mas estava na cara que não eram naturais daqui. Umas muito brancas pra serem daqui, outras muito lindas pra serem daqui.

Outra coisa que necessito ressaltar são as tomadas. Sério! A cada três metros tinha uma tomada. Até agora não entendi pra quê. Às vezes, a tomada era de telefone. Coisas estranhas de um lugar estranho.

Por falar coisas estranhas, tem os emos daqui. HAHAHAHAHA Perto daqui, orkontro do NS é paraíso. Tinha um mano, moreno, cabeça raspada, COM UMA PORRA DE LENTE AZUL!!!! BAGULHO FEIO PRA CARALHO, MANÉ. Me disseram que aqui pessoas fazem cosplay a qualquer hora. Imagina se você vai à praia e encontra a Sakura? Dels. Oh povo feio!

Segunda: Dia de andar.

Meu avô me acorda cedo para irmos até o banco verificar se ele havia esquecido o cartão lá. Chegando à praça, vi um rato muito, muito grande. Parecia mais um esquilo colhendo nozes durante o sol tranqüilo da manhã. Eram 8:00. Só que o banco só abriria às nove. Então, andamos um pouco pelo centro histórico. Saímos da praça Deodoro, fomos até o casarão que já havia falado antes, dessa vez para filmar um pouco. Continuamos andando até chegar ao cemitério. Ao chegar na porta do cemitério, onde acontece o carnaval daqui, e já eram 9:00, ou seja, mais uma hora de caminhada até chegar ao banco. Voltamos por um outro caminho para que eu pudesse conhecer mais do que a cidade tem a me oferecer. Meu avô fora me mostrando onde trabalhava, morava, até mesmo onde a Alcione morava.

Chegamos ao banco e ele entrou. Como eu tava cheio de metal na mochila, fiquei em baixo, sentado, lendo e esperando. E observando o povo feio D:

Meu avô voltou e felizmente havia esquecido o cartão lá. Ele devia não estar satisfeito e decidiu andar mais. Andamos até o Rio Anil, na praça dos amores, LONGE PRA CARALHO DE ONDE ESTÁVAMOS. Ligamos pra casa e fomos pegar o busão pra voltar pra casa.

Entrei na internet para verificar emails e vi que tinha que fazer um site para entregar quarta-feira de manhã. Peguei o layout e a batalha começara.
De resto, apenas fizemos planos para o dia seguinte.

Terça-Feira: Mais centro histórico.

Fomos ao centro mais uma vez, apenas para comprar passagens para ir à Barreirinha. Passagens compradas e expectativas para uma viagem perfeita. Seguimos para casa do Cabeção onde tudo que fiz foi trabalhar no site. A cada action minha cabeça piorava. Já estava tonto. Só terminei o site à noite, por volta das 22, quando, desesperadamente entrei na internet pra mandar por email e corri pra arrumar a mala pra levar pra Barreirinha.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

MARANHÃO PT. 2

Quinta-Feira: Jeg e Festa

Quinta não fizemos nada de muito especial no dia, apenas brincando com primas na piscina. À noite meu tio me levara a andar de Jeg*. Andamos até a praia, fomos pra areia, demos uma voltinha na praia apagada e voltamos. Depois de um banho rápido, partimos em direção à festa.

Chegando na casa do irmão da minha tia, após as apresentações, fomos ao quarto onde os meninos estavam jogando Call of Duty. Mudando pro PES e o quebra pau começou. Depois de perder, nos pênaltis, pro meu primo, o jantar estava servido.

Strogonof de frango, que meu primo, que já sentira cheiro de perfume inexistente no carro, achava ser peixe, acompanhado pelo clássico guaraná Jesus.

Discutimos sobre futebol na mesa, cantamos parabéns, como todos bons penetras, e constatei uma coisa: o parabéns maranhense é diferente. Não sei muito bem o que eles falam, mas quando deveria repetir tudo, eles cantam algo diferente, questão cultural.

Comemos bolo, jogamos um pouco e voltamos pra casa. Dormimos para ir à praia no dia seguinte.

*Jeg: um tipo de Jeep

Sexta-Feira: Praia do Caolho

Primeiro dia de praia, emoção de banhar-me em uma praia nordestina. Entretanto, toda emoção acabou quando entrei. A água quente é até confortável no vento gelado da manhã, mas mesmo com a maré alta, a praia é rasa. Rasa, mas rasa mesmo. Pior que Praia Seca. Cinquenta metros além da areia e a água estava na canela. Apelidei a praia de rala-peito. Um mergulho e seu peito não será mais o mesmo. A 75m da areia e a água batia na altura da virilha. Deve ser a área de lava-saco.

Saímos da praia e pegamos um ônibus para o Reviver, algo como uma feira-livre no Centro Histórico do Maranhão. Andamos pela rua Grande que é pequena e fomos até o casarão que era de um tio-bisavô meu, onde agora funciona uma oficina de artesanato.

A noite voltamos a casa da festa do dia anterior para jogar bola. Vocês sabem que sou ruim de bola, mas no primeiro lance dei um elástico que terminou num ovinho lindo. Fecha as pernas, maranhense. Depois lanchamos e era hora de ir pra casa. Fomos para tomar banho e pegar roupa e voltamos. Partimos pro quarto de jogos e mais um quebra-pau no PES, onde, entediado, deitei a cabeça no braço do sofá e dormi. Acordei com risos e quis saber qual era a piada. Mal sabia que a piada era eu. Fomos pro quarto dormir. Mas vimos alguns episódios de House. Meu primo, que ficou me zoando por dormir anteriormente, foi o primeiro a apagar. Só viu um episódio.
Após o terceiro episódio, o DVD começou a travar e desistimos, dormimos.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

MARANHÃO PT. 1

Segunda-Feira: Avião

Ao embarcar no avião, sento-me ao lado de uma maranhense muito simpática, entretanto com um sotaque em que você segura pra não rir. Pra ter idéia, aqui fala-se um “ehn-ehn” que equivale ao nosso “aham” e ao “ahn-ahn”. Exatamente, vale pros dois, tanto pra sim quanto pra não. É quase impossível distinguir isso logo no primeiro dia. Estou no terceiro dia e ainda não consegui.

Ou seja, eu sofri. Sofri pra não começar a rir descontroladamente do sotaque da senhora. Ela me dizia coisas maravilhosas sobre aqui, e seu filho me dizia que não tinha o que ver e que só tinha mulher feia. E mais tarde descobri que era verdade.

Cheguei ao Machadão por volta das 1:00, pegamos as malas, encontramos meus tios e chegamos à casa de um deles. Uma rápida conversa e um descanso ao longo da noite.

Terça-Feira: Casa do Cabeção

Na terça fomos almoçar na casa do Cabeça. Ele veio até aqui e nos levou de carro. Chegando lá falei com a Drika, conheci o Xandinho, meu mais novo primo, falei com outras pessoas, afinei o violão, brinquei com meus outros primos, liguei o note pra instalar uns programas e o almoço estava pronto.

Após almoçar, voltei pro PC e jogamos Carmageddon. Paramos e fomos jogar bola. De maneira excêntrica, digamos.

À noite voltamos pra casa do Careca, lanchamos e contamos piadas. Piadas simples e maldosas, como o do português que foi pagar o imposto de renda na fonte e morreu afogado ou do menino que achava ser de chiclete mas não era demente; era demorangue.

Após fiz uma arte pro meu tio transformar em adesivo já que acordaria às 4 da manhã no dia seguinte.

Quarta-Feira: Interior do meu avô*

Na quarta, dia de São Sebastião, meu avô quis ir pra sua cidade natal, Peri Mirim, a oeste de São Luís, cujo padroeiro é São Sebastião. Seria simples se fôssemos de Ferry Boat (barca legal onde entra carros), mas não conseguimos a passagem e por isso tivemos que acordar às 4:00. Cabeção chegou por volta das 4:15 e seguimos viagem sob a luz das estrelas.

Como eu disse antes, se tivéssemos pego o Ferry Boat, andaríamos em linha reta, atravessando a baía de São Marcos e seguido para o oeste. Entretanto, não há saída da ilha para o Oeste, não por via de pontes. Então, tivemos que sair para o Sul, Oeste e norte, fazendo um verdadeiro U.

Depois de 350Km de buracos escondidos, quebra-molas despercebidos e asfalto bom – não posso reclamar de tudo – chegamos a Peri Mirim, por volta das 8:30. Sim, tivemos uma média de velocidade de aproximadamente 90Km/h.

Chegamos e fomos direto à casa de uma prima de meu avô, minha prima-avó (?), depois à casa de outra parenta e às 9:00 fomos à missa. Durante a missa começou a chover bastante na cidade. Entendam da forma que quiserem.

Ao término, ainda chovia e fomos pro interior do interior. Meu avô me mostrou a casa onde ele nasceu. Era longe. Muito longe. No caminho, paramos pra esperar a travessia de vacas e porcos.

O índice demográfico de porcos na cidade é extremamente maior que a de cachorro. Ficamos lá um dia inteiro e só vimos 4 cachorros na cidade inteira. Sobre os porcos, era impossível contabilizar. O mais incrível é que os porcos eram criados soltos, na rua. Principalmente na periferia da cidade. Imagino o que acontece quando se atropela um porco: Pega-se a carne ou a prepara e devolve ao dono, como desculpas? Será que vira uma feijoada para as duas famílias?

Voltando a falar do interior do meu avô*, andamos, andamos e andamos até chegar. Um lugar bonito, admito. Pena que o local não condiz com a beleza da população.

Voltamos, almoçamos pato – essa é pra você, Luiz Felipe – e fomos atrás de um rio. Rodamos e não achamos. Mas junto com a gente, logo atrás, na moto, tinha uma mulher bonita. É sério, gente, já era meu segundo dia no estado, passei por dentro de um monte de municípios e SÓ ACHEI UMA MULHER BONITA! PUTA MERDA! Maranhenses que me desculpem, MAS ÔH POVO FEIO!!!!

Feito tudo que queríamos, hora de voltar pra casa. Mas dessa vez de Ferry Boat. 40 minutos até a margem da baía e chegamos às 15h. A barca só saía às 16. Mas atrasou. 17:10 e seguimos viagem até São Luís. Com o mar um pouco agitado, balançamos pelas águas, mas o sol poente deu beleza à viagem.

Atracamos no porto, entramos no carro e fomos pra casa. Nisso uma mulher fecha o meu tio e o olha de cara feia. Ele fica e revoltado e só tenho tempo de pensar “FODEU!”. Meu tio não ficou com medo, até porque, se tivesse medo de cara feia não olhava pro espelho.

Ele ficou com aquilo na cabeça: “Vou atrás daquela mulher, vou atrás daquela mulher...”. Até que conseguiu emparelhar com a mulher. Abriu o vidro direito, buzinou e fez uma careta. UMA CARETA! ELE SAIU DESEMBESTADO ATRÁS DA MULHER, EU CRENTE QUE IA DAR ESPORRO, GRITAR, FAZER ESCÂNDALO, MAS ELE SÓ FAZ UMA CARETA!!!! FFFFFFUUUUU

À noite, fomos à panquequeria e comi, feliz, uma panqueca de frango e, ao final, uma de chocolate. Sempre acompanhado de guaraná Jesus.

Voltamos a casa do Ignácio e fim do dia.

*Interior do meu avô (expressão local): cidade do interior onde o avô nasceu.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Partiu Norte Shopping?

Última quarta, nada pra fazer, vamos pro NS encher a cara, pessoal.
Fui pra lá com a Maria, logo em seguida encontramos a Dika - que só foi emprestar a sua beleza um pouco - e fomos em direção à Saraiva encontrar o Renan.
Ao encontrar o Renan, fomos atrás da Luiza lá dentro. Achamos a Luiza toda feliz por ela ter encontrado um cd do Foo Fighters por 20 reais.

Saímos da Saraiva, Dika foi embora - eu disse que era só um pouco - e fomos pra frente do cinema esperar o Lipe.
Encontro alguns amigos. Uns emos estranhos e feios ficam nos amedrontando - pelo menos eu tive medo e ânsia de vômito - e o Lipe chega com a Thai e a Amanda.
Lipe ficou com vergonha de falar com os from UK estranhos, mas aposto que ele conhecia.

Voltamos a Saraiva, mas ficamos em frente, sentados. Luiza começou a encher o saco querendo frango frito. Quase sugeri que ela entrasse na frigideira. Mas a carne é pouca, mal daria pra fazer uma canja, menos ainda pra uma fritura.
Muita discussão, nenhuma resolução e a Milla chega iluminando o local. Contei um segredo a ela, mas alto de mais, todos ouviram. Levei uma porrada e continuamos a discutir.

Em algum momento o Lipe encosta o dedo no meu braço, próximo ao meu cotovelo e leva um choque. Ele fica pasmo.
Encosta de novo e toma outro choque. Renan também encosta e toma um choque.
Fiquei cantando a música tema do Super Choque e me senti uma enguia elétrica.

Ao final, decidimos ir ao Burger King. Chegamos lá, discutimos, discutimos mais e voltamos ao ponto de partida.

Decidimos ir ao Na Pressão, comer a merda do frango frito. Chegamos arrasando, juntamos duas mesas. Lipe se atrapalhou todo pra juntar a terceira.
Ao fim, estamos sentados e começamos a pedir. Pedimos as bebidas e um frango com molho rosê.
O frango chegou e começou o massacre.
Todos com fome, pobre frango. Acabou e não nos satisfez; pedimos outro.

Milla se incomodou ao perceber que eu estava a encarando e me fez um sinal feio.
Ouço a Maria reclamar:
- Porra, Milla. Logo na minha boca?!
A mesa se cala e começa a gargalhar descomunalmente. Alguns segundos se passam e mais uma vez ouve-se a voz da Maria:
- Gente, agora que percebi a besteira que falei.
Pobre e inocente Maria. Tadinha da Mariazinha.

Outro frango chega e a carnificina se instaura.
Em seguida ouço a Maria:
- Milla, para de tremer na minha perna.
Viro a cabeça pro lado, minha face tinha uma expressão mista de medo e curiosidade.
Fiz que não entendi e pedimos batata.
Comemos, comemos e pedimos outro frango. Nosso orçamento já tinha estourado, mas nem ligamos.
Após o último frango, pedimos a conta. Fodeu.

Veio o garçom e entregou a conta.
Dividimos o que cada um tinha comido, dividimos errado, brigamos, mandei a Luiza tomar no cu, pra no final dividirmos a conta igualmente.
Descobrimos que só tínhamos dinheiro pra pagar a conta sem os 10%. Bom, não somos obrigados a pagar os 10%, pensamos. E foi feito.
O garçom veio, explicamos e ele começou a se irritar:
- Não, mas vocês têm que pagar!
- Mas não temos dinheiro, cara.
- Então não vão sair daqui, po, esse dinheiro não vai pra casa, vai pro meu bolso...
Continuamos a dizer que não dava e ele começou a ficar triste. Coitado.

Saímos do Bar e fomos procurar o Renan - que havia saido pra levar a Milla no ponto. Mas ele não deu calote, ele tinha deixado o dinheiro mas não acompanhou a discussão com o garçom - encontramos, mas eles se quer tinham chegado ao ponto. De ônibus.
Fomos à loja de piercing para a Amanda trocar o piercing do nariz.
Ela não queria muito, mas a Luiza encheu tanto o saco, mas tanto que a garota preferiu trocar, já que viu que discutir com a Luiza é como ensinar truques a um cachorro velho.
Mas assim que elas iam entrar na sala eu tive que sair e vou deixar a história sem final. ;(

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Rapidinhas esquecidas

Dia 1º, aproximadamente 00:20, voltando pra casa.

Na esquina de casa, Renan me solta um grito. Um grito alto e agudo. Alto o suficiente pra ouvir num raio de 2 quarteirões:


PAPAI NOEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEELLLLLLLL,




TÔ COM VEEERME!!!!!!!!!!


Sim, as pessoas felizes e bêbadas, voltando pra casa, relaxando após a queima de fogos são obrigadas a ouvir isso.

Mas geral bêbado, acredito que tenham ignorado.


Dia 02, sonoite, quintal.

Breno e Pato estão fora soltando pipa, das quais perderam 10 em 3 dias.
Eu e Renan, perto da piscina, conversando.

Renan avista algo estranho. Um inseto grande e solta um berro:
- CARALHO, OLHA O GRILO GIGANTE!!!!
Fiquei impressionado. Um grilo de um palmo de tamanho. Ficamos ali adimirando e lembrando do nosso amigo Thales.

Thales Chassi-de-grilo no detalhe

Depois a mãe do Renan passou, viu e nos corrigiu: era um gafanhoto.
Uffa, imagina um bicho de um palmo fazendo cri-cri no seu ouvido pela madrugada? Deve ser um inferno.
Não, o inferno deve ser melhor que isso.

Eu e Renan voltamos a sentar para conversar. Nisso morcegos começam a nos rodear pra mostrar que a área é deles e impor respeito.
Um deles é tão abusado que chega a beber água da piscina.

Breno e Pato entram e se juntam à conversa.
A cada morcego que dava um rasante, o Breno se escondia de medo. Teve um que veio perto da minha cabeça, o moleque se cagou de medo.

Levantamos e eu perguntei:
- Renan, quer matar um morcego?
- Não.
- É só ficar rodando essa barra no ar que ele chega perto, aí é só acertá-lo.
Então girei aquilo e o morcego chegou perto, mas não acertei.
Tadinho, ele não fez nada.

Depois do Breno se borrar todos, entramos.
Mas antes, aproveitamos pra tirar foto do galo que eu tinha falado e confundido:

Galinho de Quintino Iluminado

domingo, 3 de janeiro de 2010

Viagem com o Rê - Dia 30, Quarta-Feira.

Já cheguei atrasado à casa dele porque eu vendi minha canoa e com a chuva, não pude chegar a tempo. Cheguei por volta das 19.
Saímos.
Trânsito fluindo bem até a entrada da ponte Rio-Niterói. Nessa hora, o Breno fala da Árvore da Lagoa e aponta pra direita.
Pense: Ponte Rio-Niterói? Lagoa Rodrigo de Freitas? QUE PORRA É ESSA?
Quando eu olho pra direita, vejo uma plataforma petrolífera no estaleiro.
CARALHO, CONFUNDIR UMA PLATAFORMA COM A ÁRVORE DA LAGOA É FODA, MERMÃO!

Depois de uma hora e meia de trânsito lento com baixa visibilidade, chegamos à Cidade Sorriso, ainda com chuva forte o suficiente pra limpar as águas da Baia de Guanabara.
Chegando em Niterói, prosseguimos viagem até Jaconé.
Por volta das 23:15, chegamos. Exatamente, Uma viagem de 1:30h foi feita em quase 4.

Devidas apresentações, fomos conhecer o quarto - apenas lembrando, éramos 4, eu, Renan, Pato e Breno.
Quando cheguei no quarto, primeiro momento TENSO. Tinha 2 camas de solteiro e 1 de casal.

Temi.
Tremi.
Tremi que nem bambu-taquara em temporal de Dezembro.

- Temo em perguntar, mas... Quem vai dormir na cama de casal? - Pergunto.
Renan dá uma risadinha e me alivia:
- Calma, cara. Só vai dormir eu e você nesse quarto.
CARA, QUE ALÍVIO!!!!

00:00 nós jantamos, tomei banho e fomos jogar playstation. Rolou um quebra-pau no Paintball Max'D e depois fomos dormir.
Breno e Pato num quarto, eu, Renan e sua mãe no outro. Cada um em uma cama, sem stress.

Viagem com o Rê - Dia 31, Quinta-Feira.

O tempo fecha, mas sem chuva. Excelente pra ficar o dia inteiro na piscina.
E é o que fazemos. O dia inteiro nadando, gritando, pulando e chutando na piscina.
A parte do chutando é que pegávamos a bola, jogávamos no meio da piscina e o outro tinha que chutar no ar. Diversão pura.

Ao término, eu e Renan fomos à praia. A praia estava vazia e nojenta, a água vermelha, sabe-se lá o motivo. Saímos da praia, fui à farmácia comprar necessaires.

Fomos almoçar por volta das 14:30.

Após o almoço, respeitado aquele tempo básico, voltamos a piscina pra ficar nadando, gritando, pulando e chutando.
A noite chega e percebemos que estamos completamente vermelhos. Sem sol, pensamos não ser necessário o protetor.

Grande engano.

Ao sair da piscina, andando pelo quintal, olho pro telhado da lavanderia e levo um susto. Tinha um galo de gesso que pensei ser real. Meu Deus, nem de longe aquilo parecia ser de verdade.
Sentamos na mesa da varanda, jogamos um pouco de Perfil.

Após a janta, fomos à praia ver a queima de fogos. Saímos de casa por volta das 23:40. Vimos a explosão de cores no céu de uma praia vazia.
Já na areia, o Pato olha uma planta rasteira, típica de praia e solta a primeira pérola do ano:
- CARACA! OLHA O RASTILHO, MANÉ! AINDA NÃO TÁ ACESO NÃO, ESSA PORRA VAI ESTOURAR AQUI!
Não aguentei. Ficou registrado como primeira pérola do ano.
Mais algum tempo observando os últimos fogos e os siris, voltamos pra casa e dormimos. Talvez jogamos também, não lembro, lembro apenas que não demoramos muito a dormir pois no dia seguinte viriam outras pessoas logo cedo.

Viagem com o Rê - Dia 1º, Sexta-Feira.

Acordo já com as pessoas na casa. Me apresento a todos. Tomo café e fomos à piscina enquanto o sol ainda está fraco.
Arrumamos 2 redes quaisquer, acho que de golzinho, amarramos uma na outra e colocamos entre os coqueiros pra brincar de Volley na piscina. Jogamos um pouco e saímos, o sol estava quente o suficiente pra fritar ovo no chão.
Saí da piscina e fui pra rede ler. Após alguns capítulos, o almoço fica pronto.
Almoçamos e jogamos PES 2009.

Por volta das 16:00, com o sol baixo e uma sombra bacana na piscina, fomos para lá. Com bastante protetor pois ainda estamos vermelhos do dia 30. E o Sol ainda está de rachar.

Batemos um volley bacana com os primos do Renan, depois eles foram embora e continuamos a brincar um pouco mais na piscina.
Saímos, tomamos banho e fomos à rua tomar sorvete.
Chegando à sorveteria, a fila parecia uma cópia em escala real da Curva do S do Senna.
Desistimos.
Então decidimos tomar açaí.
Decisão errada.

Compramos e voltamos pra casa. Decidimos ver filme. Assistimos à Hermanoteu na Terra de Godah - eu sei, não é filme, mas é longo - e percebemos que não deveríamos ter comprado açaí quando o Breno começa a se decompor ali. Paramos o vídeo umas 2 vezes e saímos da sala. O cheiro era insuportável.

Breno não estava se aguentando e foi sujar a louça de marrom.
Teve uma hora que ele abriu a porta e disse não estar aguentando o próprio cheiro.
Mandamos ele fechar porque não éramos obrigado a aturar junto com ele, né.
Amigos, amigos. Flatulências à parte.

Ele terminou, abriu a porta e saiu. Quando veio pra perto da gente, o cheiro veio junto. Imagine alguém morto há uma semana.
Estava pior.
Saímos mais uma vez da sala e mandamos ele acabar com a caixa de fósforo, causar um incêndio e se tacar lá pra ver se salva alguma coisa.
Terminamos de ver o "filme" e fomos dormir.

Tive um sonho muito louco com o pessoal do chato. Lembro do Renan (L), da Carol (L), da Rôsha (L) e também teve participação especial da Mika (L) nesse encontro.

Viagem com o Rê - Dia 02, Sábado.

Acordamos e não fomos a piscina hoje, já eram 11:00 e não tinha uma mísera nuvem no céu. Jogamos mais PES e o pai do Renan chegou. Fomos à casa dele e lá ficamos até o almoço ficar pronto. Voltamos, comi, dormi e li.

De tardinha, ficamos na piscina jogando volley e mergulhando (e chutando um pouco também).

Depois voltamos a casa do pai do Renan, jogamos Focus - onde eu, Renan e Giulia, sua irmã, ganhamos - e comemos cachorro quente. Brincamos com as cadelas, jogamos baralho e Black.

Breno e Pato vão comprar açaí, mesmo com minhas recomendações pra não fazerem isso. Mais uma vez teria que provocar um incêndio na casa. Isso porque não mencionei o vaso entupido na noite anterior.

Fomos ver mais filme, dessa vez, Constantine.
Breno não estava tão ruim quanto na noite anterior, mas ainda estava incomodando.

Depois do filme, fomos dormir. Aposto que o Breno estava com um cagaço do caralho.
Tive um sonho louco, mas não lembro de nada, só lembro que não foi bom.

No diga seguinte, acordamos cedo e pegamos a estrada de volta pra casa.