sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Showpana do Rock (21/02/10)

Rio de Janeiro, domingão, solzão e rock em Bangu. O dia já começou tenso, porque não fazia ideia de onde o Danilo morava. Com coragem me arrumei pra ir. Com sorte minha mãe me levou de carro. Chegando no Motel que ficava próximo, liguei pro Maxi e o esperei. Ele foi de saia e bicicletinha, uma mão no guidão, outra tampando a calcinha. Fomos até a casa do Maxi, tudo certo.
17h, o jogo do Vasco começa e temos que correr pra Showpana, isso com guitarra, baixo e bateria. Felizmente o pai do Maxi nos deu uma carona até lá, o que facilitou em muito. Quando estávamos no carro, olhando para direita, avistamos Danilo e Deluan (não é dupla sertaneja) vindo. Tarde demais, prosseguimos. Num súbito surto de memória, Maxi saiu do carro pra buscar o banco e o pedal da bateria. Mas prossegui viagem assim mesmo.

Chegando à Showpana, descarreguei o carro e o pai do Maxi se foi, me deixando do outro lado da rua com baixo, guitarra, duas mochilas e bateria. Fiz um esforço, coloquei as 2 mochilas nas costas, o baixo de um lado, a guitarra do outro, pratos numa mão e estantes na outra. Felizmente alguma alma bondosa ofereceu ajuda e tudo ficou mais fácil.
Me apresentei ao pessoal que estava lá, fiquei acompanhando o início da final da Taça Guanabara e até então, tudo certo. Sidney chegou pra me fazer companhia e logo depois todos chegaram. Banda Aéreo começou a tocar, terminou e ninguém que tínhamos convidado havia chegado. Falamos com o produtor, ele disse que íamos tocar só 18:10.

Fim do primeiro tempo, Vasco zero, Botafogo zero. O show e o segundo tempo começaram juntos, a maioria das pessoas já estavam no local. Na primeira música, Medo, o Tiago Pepper chega pra completar a festa. O show continuara, simplesmente perfeito, quando ouço um alvoroço perto da TV. Botafogo fizera seu primeiro gol. Não me abalei: Vasco é o time da virada, vasco é o time do amor.
O show prosseguiu e Ana Julia foi espetacular. Não há nada melhor do que sentir o calor do público cantando a música. E o público estava bastante animado.
Mais um alvoroço próximo à TV, eu já confiante, gol do Vasco, imagino. Pergunto ao Pepper, Botafogo 2x0. Esquecendo o jogo, o dia foi excepcional, com um público que até roda punk fez na última música.
Após desmontar tudo, ficamos lá ainda curtindo o local e conversando. Corremos pra dentro quando a Alard tocou Like a Stone, Audioslave. Quando terminaram, lá fora elogiaram nossa banda, ainda disseram Harry Potter toca pra caralho. Esse apelido de Harry Potter tá começando a me incomodar, foi a segunda vez em um único fim de semana que me chamam disso. Preocupante.
De fim, apenas fizemos força pra levar tudo pra casa, parando pra comer antes, pois a fome era negra.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

LAPA danarachada (19/02/10)

- Partiu Lapa na sexta, galera? - Alguém disse durante a semana. Os que disseram sim, foram.

Renan e Ju vieram pra Marechal Hermes pra irmos todos juntos. Entramos e começou o momento de oração antes de passar pelas favelas até chegar à Brasil.

Em algum momento, Julia decide me desdenhar sem mais, nem menos. Sem eu ao menos pedir, ameaçar ou pensar nisso. Sorte que eu não queria nada. Ou ia perturbar o resto da noite.

Depois de uma longa viagem, chegamos à Lapa. Um inferno de gente. Maravilha, um bloco.

Mas onde estava a nossa guia, Milla? Não tinha chegado. Ficamos sentados, esperando, esperando, esperando... Até que o celular toca, um cheguei nos avisa que a diversão tinha começado. Pelo menos pra mim.

Fomos ao bar da Tia da Milla nos preparar. Esperamos mais amigos da Milla na escadaria, quando vem um vendedor com tequila. Havia começado. Mas tudo bem, uma dose não mata ninguém. O tal amigo chegou e voltamos ao bar. Deixei minha mochila, pegando apenas identidade, dinheiro e a garrafa de Contini. O Contini não teve muito tempo, não durou ao menos 10 minutos.

- ZUUUUUUUU! - Uma voz aguda soava bem próxima ao ouvido da Julia. Era eu começando a querer perturbar a Julia.

Depois de andar, dançar e rir do Rê dançando Rebolation, fomos ao depósito abastecer. Milla me aparece com uma garrafa de Montilla. Maravilha. Mas ainda faltava o principal. A Coca-Cola. Depois de algum tempo de espera e conversa surge alguém com uma garrafa de 2L. Salvação.
Fomos pra escadaria mais uma vez, conheci outras pessoas, uma pernambucana com sotaque de espanhola e sua amiga alagoana com sotaque paulista.
Em algum determinado momento eu e Milla começamos a falar em inglês, sem motivo algum. Simplesmente começamos o embromation e chegamos até a discutir. Eu devia uma discussão a ela e dei em inglês, olha que chique!
Ainda me lembro de ter ensinado à Wanessa a beber sem sentir a queimação.
- Nossa, não vou ficar bêbada! - exclamou Wanessa.
- Sonha, - disse após uma bela gargalhada - não queima, mas não inibe seu organismo de ingerir álcool, meu amor.
Continuamos ali conversando, derramei Coca na escada e o Renan até hoje insiste que foi nele. Mas eu não tava bêbado.

ainda

Saímos da escada, fomos até o gramado, onde tudo começou a ficar muito confuso pra mim. Lembro de sair andando com um amigo da Milla atrás de mulher, nada. Lembro de ter ido ao banheiro várias vezes. Mas eu ainda lembro. Tudo começou a ficar mais estranhos quando cenas apavorantes de uma velha fobia surgira na minha frente. A partir daí, nada mais fez sentido. Renan e Julia me puxando, me arrastando pro ponto de ônibus. Já eram umas 5 da manhã.

Chegando no ponto, mais vontade de urinar. Saio andando em direção ao banheiro, perto de onde tudo começou a ficar confuso. Fiquei impressionado por não ter me perdido, mas consegui ir e voltar tranquilamente.
Voltei, quando entrei no ônibus, simplesmente dormi. Encostei a cabeça e dormi. Quando percebi, estávamos no Méier. Descemos e fiquei a esperar o outro ônibus, chegou e continuei ali estático.
- VAI, CARA. TEU ÔNIBUS, CORRE! - Renan gritava pra mim.
E o fiz, fui até o ônibus sem risco de me perder, já que o ponto final era Marechal Hermes. Mesmo assim, às vezes eu olhava e pensava já ter passado de MH.

Finalmente, estava em casa. Mas, cadê a chave? Tinha ficado na mochila, onde encontra-se até hoje, na casa da Milla.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Paraencontro e Show da Vício 5 (07/02/09)

Domingão, solzão e tenho que ir pra Barra da Tijuca com o baixo de uns 12kg nas costas.

Entrei no ônibus, tirei a camisa e fui pegando um bronzeado no caminho, pegando a marca da janela do ônibus.

Chego no shopping no local marcado e a surpresa: ninguém. Ótimo, penso. Fico ali um pouco sentado, segurando o baixo e chega o Renan.

Antes mesmo de sair de casa, ele me ligara:
- Fosa, tu vai sair de casa agora?
- Cara, acabei de almoçar, vou terminar de me arrumar e saio, por quê?!
- Acabou a luz aqui em casa, tá um calor desgraçado, vou ficar em casa não.
- Ah, então vamos, cara. Termino de me arrumar rápido.
- Beleza, beijo.

Depois de algum tempo juntos, absolutamente ninguém apareceu por lá. Fomos até a praça de alimentação e ele comprou. Enquanto ele comia, fui dar uma verificada pra ver se aparecia alguém... nada.

Quando estávamos prestes a perder toda a esperança, chegam Jenny, Andreza com 2 amigos. Maravilha, não estávamos sozinhos! Logo em seguida Ju chega. Já eram quase 15h e eu tinha que ir pro Cittá América pro sorteio da ordem das bandas, mas lembrei que tinha que comprar uma toalha de rosto pra me secar durante o show. Do nada, aparece o Rô fazendo surpresa! Fomos até as Americanas pra comprar a linda toalhinha. Comprei, junto uma coca, porque o calor tava matando. Mesmo dentro do shopping.

Saindo de lá, tudo pronto, vamos embora, pessoal, tenho que correr pro Cittá América, disse. De repente, o celular do Rê toca, era o Pepper dizendo que estava no Barra Shopping. Esperamos ele chegar e, agora sim, vamos embora.

Ainda não. O celular do Pê toca e outra surpresa: Léo também estava no shopping. Aguardamos mais um pouco até a vinda deste, que causara risos.

Do segundo andar, ele acena, mas ninguém vê. Um senhor, sentado, avisa ao Renan:
- Aquela moça ali tá te chamando. - Ele falou isso apontando pro Léo. Como disse, ele nos provocara risadas incríveis.

Pronto, agora sim podíamos ir. E fomos todos, à exceção de Jenny, Andreza e seus 3 amigos, sim, mais um surgiu num momento da história que perdi.

Saímos, Rô foi embora, porque tinha compromisso marcado, pegamos o ônibus, tudo certo. Chegando no Cittá América e ao Vittorio's eu vi a merda que ia ser. Um local aberto, sem uma corrente de ar. Maravilha, ironizei.

Falei com os produtores do evento, seríamos a segunda banda, perfeito!

Pepp, Rê e Ju foram procurar algo pra comer. Paulinha me liga, fui buscá-la na entrada, deixando tudo com todos lá no bar. Antes de descer as escadas, vejo as 3 moças sentadas num banquinho curtindo uma brisa refrescante. Desci, busquei a Paulão e quando volto, estão todos ali sentados, junto aos outros 3. Foram expulsos do Bar. Quando eu olho pra lá, tamparam a passagem com um simples pano :|

Jenny, Dedessa e seus amigos chegaram, pessoal da banda também tudo certo, todos os preparativos, tudo mais e o evento começa. A primeira banda toca, estragando algumas músicas famosas.

Saíram do palco e era nossa vez. Arrumamos tudo e o show começou. Durante a apresentação só aconteceram coisas boas. O público aplaudiu bastante no final de Scar Tissue. Até um senhor me perguntou o nome da banda, com um certo tom de interesse.

O Show acabou, saímos satisfeitos do palco. Tiramos fotos com cara de morto e logo em seguida os meninos da banda tiveram que ir por causa da van que haviam alugado. Léo, Jenny, Andreza e seus amigos também tinham ido, então, eu, Ju, Rê, Ti e Paulão fomos comer pizza. Uma deliciosa pizza de calabresa daquela pizzaria.

O pai da Paula chegou e logo em seguidas também fomos. Deixamos a Ju dentro da van pra ela voltar feliz pra casa e pegamos o 755 - Cascadura.

Um detalhe importante que devo avisar, o Bloco da Barra tinha acabado momentos antes, então a quantidade de piranhas e favelados aumentara significativamente na rua. Pegamos um dos ônibus mais vazios, onde já não tinha lugar pra sentar e, pra piorar de vez a volta pra casa, começam intermináveis batuques na lataria do ônibus com cantorias infelizes.

Com a ligeira sensação de não poder piorar, infelizmente descubro que era mentira, piorou. Engarrafamento na Ayrton Senna. Levamos muito, muito tempo até chegar na Cidade De Deus, onde, instantaneamente o ônibus esvaziou. Acabando com a infeliz cantoria que nos incomodara bastante.

Mais algum tempo morgando no ônibus e chegamos a Cascadura. Deixamos o Renan no ponto de ônibus errado e eu e Pepper viemos pra casa. Chegando, ficamos até 15 pra 1 da manhã na piscina depois dormimos. Separados, claro.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

MARANHÃO PT. 5

Domingo: Wang Park

Chegamos nos assumindo como brasileiros: subornamos um segurança. Mas foi um ato de corrupção passiva, já que ele ofereceu entrada menos complicada.

Já era relativamente tarde para praticar a pesca, 10:00, tudo que consegui até umas 11:30 foi perder isca e uns arranhados que só percebi de noite.

Mas aconteceu. Uns puxões, um pouco de força e vejo, bem ali, à minha frente. Com 2 palmos de comprimento, a maior planta aquática pescada do dia. Única coisa que pegamos. Um prato e tanto pra quem curte frutos do mar vegetariano.

Cansados de colocar camarão de molho, paramos de pescar e fomos almoçar. Depois de matar a saudade de um self-service, tirei uma leve cesta, como dizem no estado.

Almoçado e descansado, fui testar o pedalinho do local. Uma cena muito linda, três homens dentro de um pato flutuante, onde o controle do leme era um cano. Nada mais sugestivo. Pedalei até cansar e subi na torre pra pegar uma imagem aérea do parque. Uma torre de quatro andares, com total arquitetura chinesa, um prédio bonito. Cheguei cansado ao final, mas a vista completa do parque era compensadora.

Desci e caí na piscina, ignorando a lotação e contágio de feiúra – OH POVO FEIO! – mergulhei de cabeça e até deslizei pelo escorregador. Velhos tempos de infância. Maluzinha quis ir pra piscina também, fiquei segurando-a por um tempo.

O fim do dia se aproximava, mas antes do sol se por, fomos a São José de Ribamar, uma das quatro das cidades da ilha. Fomos até o cais, demos uma volta pela praça da cidade (acredito que seja a única) e voltamos.


Terça-Feira: Hamburgão.

Vou poupá-los da segunda, já que não acontecera nada de mais.

Passando direto para terça, especificamente para noite, onde fomos comer um hambúrguer que deixaria o Big Tasty com inveja.

Semanas antes, tinha apostado com meu primo que ele não conseguiria comer tudo, mas desisti da aposta porque não queria tirar dinheiro da criança. E ele comeu quase tudo, ele é um poço sem fundo.

Saímos da lanchonete e fomos ao mercado, eu precisava comprar meus vícios. Eu e meu tio fomos, deixando os outros no carro. Rápido, pegamos o que queríamos e pagamos. Ao voltar, as portas do carro estavam trancadas, já que com o tempo o carro se tranca, mas nos despreocupamos, já que todos ainda estavam dentro do carro. Meio tio batera no vidro e Igor levara um certo tempo para abrir a porta. Ao abrir, meu tio simplesmente pergunta: “Seus pais não te dão muito esporro não?!”. Foi tudo que ele precisava dizer pra chamá-lo de lerdo! HAHAHA

Depois, apenas esperei até a hora do vôo (2 da manhã D:) e voltei, feliz, para casa.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

MARANHÃO PT. 4

Quarta-Feira: Stress e Lençóis

Acordei com um estresse típico de Julia. Não queria falar, conversar, olhar ou mesmo estar junto de alguém. Sentei no meio do ônibus que nos buscara em casa, peguei meu livro e fiquei ali, relaxado, até um francês fedorento sentar do meu lado. Sério, 7:30 da manhã e o maluco já fedia à cigarro. De noite, deveria ser insuportável. Falando em franceses, haviam muitos nessa viagem.

Na estrada, o ônibus para. Engarrafamento. Delícia, né. Eu, já pouco estressado, teria que aguentar mais fedor do francês, já que ele estava lá fora fumando.

Uma hora depois, começamos a trafegar. Mais a frente era possível ver a causa do engarrafamento, uma batida de carro, onde não dava para ver a frente de um dos carros.
Alguns cochilos depois, chegamos à Pousada do Rio. Eram 14:00. A Toyota pra levarmos aos Lençóis chegaria às 14:30, ou seja, sem tempo para almoço ou qualquer coisa. Compramos apenas hambúrgueres.

Saímos ainda comendo na caminhonete, atravessamos o rio Preguiça de barca e seguimos por uma estrada de areia que fazia o carro dançar durante toda a viagem. Chegando até uma bandeira vermelha, chegamos ao nosso destino: Parque dos Lençóis Maranhenses.

Após subir o primeiro monte de areia, onde estava a tal bandeira. Andando 1,5km adentro, chegamos a uma das lagoas permanente, a Lagoa dos Peixes. Encantado com a beleza da paisagem branca, tirei a roupa e caí na água em meio à areia. Depois voltamos, brincando com a areia e o vento. Chegamos, nos banhamos e a fome era negra, fomos jantar. Chegando no centro de Barreirinhas, não tinha porra nenhuma de restaurante, pelo menos não a nossa vista. Nos informamos e nos encaminharam ao restaurante mais caro da cidade. Mas tanto o local e a comida era excelente.

Na hora da volta, mas estresse. Meu avô, cabeça-dura como sempre, insistia que era pra direita, mas não, era pra esquerda, eu tinha certeza. E estava certo. Perguntamos, viramos pra esquerda, chegamos e dormimos.

Quinta-Feira: Caburé

Não, não fui a um cabaré ou qualquer coisa. Caburé é uma cidade onde em um lado passa o Rio Preguiça, do outro o Oceano Atlântico e onde em algum momento o rio e o mar se encontram. A viagem seguia pelo Rio Preguiça e passaria por alguns lugares antes. Primeira parada foi em Vassouras, nos pequenos lençóis.

Logo que cheguei, avistei alguns periquitos nas mãos de pessoas e fui pegar um também. Peguei, feliz e o coloquei no toco de novo. Depois tentei pegá-lo de novo, levei uma bicada daquele infeliz, chegou a cortar meu dedo.

Andei mais um pouco e haviam macacos brincando com as pessoas. Chegando próximo consegui ver com bastante clareza os macacos tentando roubar as frutas dos turistas – que a propósito, cada banana custava R$ 1,00. Dei uma volta pelos pequenos lençóis e voltei. Fomos alugar skibundas. Alugamos dois para nos divertirmos, eu e meu primo. Subimos um dos primeiros montes, já que era quase hora de ir embora, e decidi descer primeiro. Na moral, é muito maneiro, cara! Muito, muito rápido também, quase impossível de frear. No final, rolei duas vezes e levantei, satisfeito.

Agora era vez de meu primo, que já descera gritando, mas não de emoção, de medo mesmo. Na descida até fora parecido comigo, mas quando chegara a hora de rolar, ele rolou uma vez para o lado e outra para frente. DE CARA NA AREIA! Comecei a rir descontroladamente quando ele, com a cara completamente suja de areia, cuspia areia.
Voltamos para o quiosque, vimos nosso guia brincando de briga com um macaco. Bebi algo e voltamos ao Rio Preguiça em direção à Caburé.

Fomos um pouco mais adiante, onde havia o Farol Preguiça. 160 degraus em 8 andares. Além de cansado, você fica tonto, mas quando chega ao topo, a vista recompensa todo o esforço.
Descemos, voltamos pro barco e voltamos um pouco, até chegar a Caburé. Chegamos, entramos em um restaurante cujo telhado apenas tinha folhas de uma palmeira típica da região. Pedimos, comemos e fui dar uma andada pelo local. Nada de especial acontecera até aparecer um rapaz todo ensanguentado. Tinha alugado um quadricíclo e, em uma descida, soltara o guidão e batia de nariz no mesmo. O melado escorreu nele todo.

Nada de mais aconteceu, apenas coisas naturais, deu 15:00 e partimos.
Chegando à pousada, tomamos banho e esperamos nosso ônibus. Escolhi o assento e fui, pra mais algumas horas de leitura e sono. Consegui acabar com um livro como o esperado, em uma semana de viagem.

Chegamos a São Luis por volta das 22.

Sexta-Feira:

Nada de especial ocorrera, apenas aumentava a ansiedade de voltar para casa, aumentando meu nível de estresse.

Sábado: Aniversário de meu avô

Para comemorar, fomos a um restaurante em Raposa, fiquei no balanço com a Malu quase a manhã inteira. O almoço chegou e comemos.

Logo após o almoço, a Drika quis jogar um pouco no DS do Igor. Colocaram logo Mario Kart. Quando percebo, havia um rastro preto abaixo de seu olho. Eram lágrimas misturadas à maquiagem. Instintivamente e influenciado pelo Cabeção, peguei a câmera e coloquei em posição. Comecei a filmar, claro, para garantir alguns momentos de risadas no filme.

Após, fomos ao centro de Raposo, onde pensei que uma Medusa fosse um brinquedo, pelas cores exuberantes que ela exibe.

Voltamos pra casa, recebemos visitas e fizemos uma festa surpresa para meu avô, onde o velhinho ficou todo contente.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

MARANHÃO PT. 3

Sábado:

Acordei e fiquei na espreita, esperando tentarem fazer alguma coisa comigo. E tentaram. Mas quebraram a cara, já tinha acordado. Meu primo insistira brigar comigo. Mesmo com extrema dor nos pés devido ao futebol do dia anterior, dei dois chutes, agarrei, joguei pro chão, apliquei uma mão de vaca. Só faltou o menino chorar.

Descemos para tomar café e nada de importante aconteceu, assistimos mais House, almoçamos, jogamos e voltamos pra casa de meu tio.

À noite, fomos à casa de uma tia avó e depois à dos pais da minha tia para buscar o Gabriel. Mas ele não veio, já que ele ia pescar no dia seguinte, onde não pegou algum peixe.

Domingo: Praia do Meio, Shopping

Chegamos à praia cedo, pegando a maré ainda alta. Não era necessário andar muito pra poder mergulhar. Um lugar interessante, a não ser pela música. Tecnobrega e Forró aqui imperam, cheguei a ouvir Blush Blush de Stefhany tocando em um carro. Com um vento forte, é um prato e tanto para a prática de SkySurf.

Saímos da praia pra casa, almoçamos e fomos ao shopping. Shopping estranho, garanto. Além de pequeno, no domingo poucas lojas abrem. Só havia movimento na praça de alimentação. Haviam algumas mulheres bonitas, mas estava na cara que não eram naturais daqui. Umas muito brancas pra serem daqui, outras muito lindas pra serem daqui.

Outra coisa que necessito ressaltar são as tomadas. Sério! A cada três metros tinha uma tomada. Até agora não entendi pra quê. Às vezes, a tomada era de telefone. Coisas estranhas de um lugar estranho.

Por falar coisas estranhas, tem os emos daqui. HAHAHAHAHA Perto daqui, orkontro do NS é paraíso. Tinha um mano, moreno, cabeça raspada, COM UMA PORRA DE LENTE AZUL!!!! BAGULHO FEIO PRA CARALHO, MANÉ. Me disseram que aqui pessoas fazem cosplay a qualquer hora. Imagina se você vai à praia e encontra a Sakura? Dels. Oh povo feio!

Segunda: Dia de andar.

Meu avô me acorda cedo para irmos até o banco verificar se ele havia esquecido o cartão lá. Chegando à praça, vi um rato muito, muito grande. Parecia mais um esquilo colhendo nozes durante o sol tranqüilo da manhã. Eram 8:00. Só que o banco só abriria às nove. Então, andamos um pouco pelo centro histórico. Saímos da praça Deodoro, fomos até o casarão que já havia falado antes, dessa vez para filmar um pouco. Continuamos andando até chegar ao cemitério. Ao chegar na porta do cemitério, onde acontece o carnaval daqui, e já eram 9:00, ou seja, mais uma hora de caminhada até chegar ao banco. Voltamos por um outro caminho para que eu pudesse conhecer mais do que a cidade tem a me oferecer. Meu avô fora me mostrando onde trabalhava, morava, até mesmo onde a Alcione morava.

Chegamos ao banco e ele entrou. Como eu tava cheio de metal na mochila, fiquei em baixo, sentado, lendo e esperando. E observando o povo feio D:

Meu avô voltou e felizmente havia esquecido o cartão lá. Ele devia não estar satisfeito e decidiu andar mais. Andamos até o Rio Anil, na praça dos amores, LONGE PRA CARALHO DE ONDE ESTÁVAMOS. Ligamos pra casa e fomos pegar o busão pra voltar pra casa.

Entrei na internet para verificar emails e vi que tinha que fazer um site para entregar quarta-feira de manhã. Peguei o layout e a batalha começara.
De resto, apenas fizemos planos para o dia seguinte.

Terça-Feira: Mais centro histórico.

Fomos ao centro mais uma vez, apenas para comprar passagens para ir à Barreirinha. Passagens compradas e expectativas para uma viagem perfeita. Seguimos para casa do Cabeção onde tudo que fiz foi trabalhar no site. A cada action minha cabeça piorava. Já estava tonto. Só terminei o site à noite, por volta das 22, quando, desesperadamente entrei na internet pra mandar por email e corri pra arrumar a mala pra levar pra Barreirinha.